EFEITO DE UM FREQUENCIAL FLORAL COMO HARMONIZADOR ENERGÉTICO

EFEITO DE UM FREQUENCIAL FLORAL COMO HARMONIZADOR ENERGÉTICO DO OXIGÊNIO CELULAR ENVOLVENDO O CRESCIMENTO MICROBIANO


REIS1, Andréa Cândido; CASTRO2, Denise Tornavoi; VALENTE2, Mariana Lima da Costa; 

 TEIXEIRA3, Ana Beatriz

1 - Professora Associada, FORP, USP, Ribeirão Preto, SP. 2 - Doutorandas, FORP, USP, Ribeirão Preto, SP. 3 - Mestranda, FORP, USP, Ribeirão Preto, SP.


RESUMO O desenvolvimento de dentifrícios capazes de inibir a formação de biofilme é um tópico crítico no controle de doenças bucais. Muitas formulações têm sido propostas, entretanto, nenhuma isenta de componentes químicos que deixam dúvidas com relação a efeitos colaterais deletérios, como abrasivos e elementos potencialmente cancerígenos, incluindo o caso do Triclosan. Assim, buscando encontrar um produto que possa trazer benefícios aos tecidos bucais, sem os efeitos colaterais dos dentifrícios disponíveis no mercado, realizou-se um estudo com o objetivo de avaliar o efeito de um Frequencial Floral frente aos micro-organismos Staphylococcus aureus ATCC 25923, Streptococcus mutans ATCC 25175, Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853 e Candida albicans ATCC 10231. Para isso, utilizou-se o método do poço difusão em Ágar (n = 6). Os resultados foram considerados positivos quando da presença de formação de halo, uma vez que o produto apresentou efetividade contra as espécies S. aureus e S. mutans, sendo a média dos halos de inibição igual a 9,29 mm e 13,3 mm, respectivamente. Para os demais micro-organismos não foi observada atividade antimicrobiana.

Palavras-chave: Atividade antimicrobiana, Dentifrício, Oxyflower.

INTRODUÇÃO A inadequada higiene bucal favorece o acúmulo de biofilme nas estruturas dentárias, definido como uma comunidade séssil caracterizada por células que formam micro-colônias que se aderem a um substrato, a uma interface ou uma às outras de forma irreversível, estando embebidas em uma complexa matriz extracelular,1 o que constitui um fator etiológico para diversas doenças bucais, como cárie, gengivite e doenças periodontais, assim como problemas sistêmicos, dentre eles a pneumonia por aspiração e endocardite bacteriana.2-4     Dessa forma, é necessária a realização de programas de atenção à saúde bucal, a fim de proporcionar condições para a manutenção da mesma. O produto ideal para higiene bucal deve ser de fácil manuseio, efetivo na remoção de depósitos orgânicos, inorgânicos e manchas, bactericida e fungicida, além de não apresentar toxicidade para o paciente e efeitos adversos.5        Até pouco tempo, os dentifrícios eram considerados produtos cosméticos, com finalidade de remover restos alimentares e proporcionar hálito refrescante. Porém, atualmente apresentam-se com função terapêutica e preventiva.6-7 Um dentifrício contém diversas substâncias, que associadas garantem sua ação cosmética, terapêutica e preventiva.6 Dentre elas podem-se citar os agentes espessantes, abrasivos, umectantes, tensoativos, edulcorantes e flavorizantes, assim como substâncias antimicrobianas e outros agentes terapêuticos. Devido a essa característica complexa, é necessário realizar análises que comprovem sua eficiência, bem como garantir a segurança dos produtos para uso clínico, uma vez que algumas formulações apresentam componentes, como o Triclosan, que tem sido associado a efeitos adversos.8 Assim, buscando encontrar um produto que possa trazer benefícios aos tecidos bucais, sem os efeitos colaterais dos dentifrícios disponíveis no mercado, este estudo teve como objetivo avaliar a o efeito de um Frequencial Floral frente a quatro espécies microbianas comumente encontradas na cavidade bucal.


MATERIAL E MÉTODOS O efeito do Frequencial Floral Oxyflower foi avaliado por meio do método de difusão em ágar frente às espécies: Staphylococcus aureus ATCC 25923, Streptococcus mutans ATCC 25175, Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853 e Candida albicans ATCC 10231. Os micro-organismos foram obtidos a partir de culturas recentes e transferidos para tubos de ensaio com solução PBS. A padronização do inóculo foi realizada por densidade óptica em espectrofotômetro, com a leitura de absorbância entre 0,08 a 0,10 em comprimento de onda de 625nm (108 UFC/mL para as bactérias e 106 UFC/mL para a levedura). Meios de cultura específicos para cada micro-organismo foram preparados e esterilizados conforme as instruções do fabricante e distribuídos em placas de Petri estéreis para obtenção da camada base de 12 mL. Tubos de ensaio contendo 20 mL de meio de cultura esterilizado foram mantidos em banho-maria a 45ºC. Nestes tubos foram inseridos 200 µL dos diferentes inóculos microbianos padronizados, para obtenção de 1% do inóculo. 8 mL destas soluções foram transferidos para a placa de Petri e depositados sobre a camada base solidificada (10 mL), formando assim a camada seed. Após a solidificação desta camada, foram confeccionados 6 poços com 5 mm de diâmetro em cada placa de Petri. Em seguida, em cada poço foi adicionado o Oxyflower com o auxílio de espátulas esterilizadas, e 

as placas de Petri foram pré-incubadas a temperatura ambiente por 2 horas para permitir a difusão do produto no meio de cultura. Decorrido esse período, as placas foram incubadas a 37 ºC por 24 horas em estufa microbiológica. Após o período de incubação, a mensuração dos halos de inibição do crescimento microbiano, formados ao redor do Oxyflower, foi realizada com auxílio de compasso de ponta seca e régua milimetrada. Obtiveram-se duas medidas de cada halo e em seguida a média foi calculada. 

RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados mostraram atividade antimicrobiana do Oxyflower frente às espécies S. aureus e S. mutans (Figura 1), sendo a média dos halos de inibição igual a 9,29 mm e 13,3 mm, respectivamente. Para os demais micro-organismos não foi observada atividade antimicrobiana (Tabela 1).



Figura 1. Halo de inibição do Oxyflower frente ao S. aureus.

Tabela 1 – Médias dos diâmetros dos halos de inibição em mm do Oxyflower frente aos micro-organismos testados.



Diferentes veículos podem ser utilizados para a liberação de agentes antimicrobianos na cavidade bucal, sendo os mais comumente empregados os colutórios, dentifrícios e géis, que consistem em um sistema aquoso espesso. Por isso, no presente estudo, optou-se pela escolha do gel, Oxyflower, que tem sido relatado como um produto que colabora energeticamente para a atuação do oxigênio celular. Os resultados do presente estudo demonstraram que o Oxyflower é capaz de inibir a atividade de S. mutans, coco gram-positivo, que possui grande capacidade de adesão ao dente e materiais restauradores, considerado o agente patogênico mais importante no desenvolvimento de cáries dentárias2 e, frente ao S. aureus, coco gram-positivo, que associado à redução da função do sistema imunológico, pode levar a infecções sistêmicas graves e virulentas, como a pneumonia por aspiração.3
CONCLUSÃO O Frequencial Floral testado neste trabalho demonstrou-se eficaz em contribuir energeticamente para o equilíbrio do oxigênio celular e, em consequência, reduzir a atividade de S. aureus e S. mutans, comumente encontradas na cavidade bucal.

REFERÊNCIAS 1. DONLAN, R. M; COSTERTON, J. W. Biofilms: survival mechanisms of clinically relevant microorganismos. Clin Microbiol Rev., v. 15, n. 2, p. 167-193, 2002. 2. DONG, C.; ZHANG, F. Q. Effect of denture base materials on mRNA expression of the adhesion-associated genes from the Streptococcus mutans biofilms. J Oral Rehabil., v. 36, n. 12, p. 894-901, 2009. 3. TAYLOR, A. R. Methicillin-resistant Staphylococcus aureus infections. Prim Care., v. 40, p. 637-654, 2013. 4. PARANHOS, H. F.; SILVA-LOVATO, C. H.; SOUZA, R. F.; FREITAS-PONTES, K. M.; WATANABE, E.; ITO, I, Y. Effect of three methods for cleaning dentures on biofilms formed in vitro on acrylic resin. J Prosthodont., v. 18, n. 5, p. 427-431, 2009. 5. OLIVEIRA, S. M. M.; LORSCHEIDER, J. A.; NOGUEIRA, M. A. Avaliação da ação in vitro de gel dentifrício contendo óleos essenciais sobre bactérias cariogênicas. Lat Am J Pharm., v. 27, n. 2, p. 266-269, 2008. 6. CURY, J. A. Dentifrícios: como escolher e como indicar. In: CARDOSO, R.J.C., GONÇALVES, E. A. N. Odontologia: odontopediatria/prevenção. São Paulo: Artes Médicas; p. 281-95, 2002. 7. FAVERO, M. L. D. Desenvolvimento de dentifrício como veículo para o uso do digluconato de clorexidina no controle químico da placa bacteriana. Curitiba, 2004. Tese (Mestrado) Setor de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Universidade Federal do Paraná. 8. DANN, A. B.; HONTELA, A. Triclosan: environmental exposure, toxicity and mechanisms of action. J Appl Toxicol., v. 31, n. 4, p. 285-311, 2011.